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CBH-RB CELEBRA 30 ANOS COM CERIMÔNIA HISTÓRICA EM REGISTRO/SP

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O evento reuniu representantes de instituições públicas, sociedade civil, setor produtivo, comunidade acadêmica e lideranças territoriais, consolidando um momento de reconhecimento coletivo da trajetória construída ao longo de 30 anos de gestão participativa das águas no Vale do Ribeira.

CULTURA E TERRITÓRIO MARCAM A ABERTURA

A cerimônia teve início no saguão principal com apresentações culturais que expressam a identidade do território. Os grupos de Fandango de Tamanco e de Trança Fitas de Itaoca conduziram a abertura, trazendo à cena elementos tradicionais profundamente enraizados na história e na cultura do Vale do Ribeira.

Mais do que uma apresentação, o momento reafirmou a conexão entre cultura, território e gestão ambiental, pilares fundamentais na construção das ações do Comitê.

ABERTURA INSTITUCIONAL

A mesa de abertura foi conduzida por:

  • Ney Akemaru Ikeda – Secretário Executivo do CBH-RB
  • Salvador José Barbosa Júnior – Prefeito de Iguape e Presidente do CBH-RB

Em suas falas, destacaram a importância da governança compartilhada, do fortalecimento institucional e da continuidade das ações voltadas à segurança hídrica, à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável da bacia hidrográfica.

REFLEXÃO SOBRE O FUTURO DA ÁGUA NO BRASIL

A programação contou com a palestra magna do Kláudio Cóffani Nunes, professor doutor da Universidade Estadual Paulista (UNESP), que abordou o tema:

“Governança das Águas, Mudanças Climáticas e o Futuro da Segurança Hídrica no Brasil”

A exposição trouxe uma análise aprofundada sobre os desafios contemporâneos da gestão hídrica, destacando a necessidade de integração entre políticas públicas, ciência, território e participação social frente às mudanças climáticas.

CERIMÔNIA DE HOMENAGENS

Um dos momentos centrais do evento foi a cerimônia de entrega de homenagens, que reconheceu pessoas e instituições que contribuíram de forma significativa para a construção e consolidação do CBH-RB ao longo de sua história.

As homenagens foram organizadas em três categorias:

Homenagem Especial Póstuma

  • Antonio Eduardo Sodrzeieski
  • Arlei Benedito Macedo

Reconhecimento àqueles que deixaram contribuições marcantes para a gestão das águas na região.

Reconhecimento Institucional

  • Instituto Socioambiental (ISA)
  • Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (CREA-SP)
  • Universidade Estadual Paulista (UNESP)
  • Associação dos Mineradores de Areia do Vale do Ribeira (AMAVALES)

Instituições que atuam de forma estratégica no fortalecimento da gestão integrada dos recursos hídricos na bacia.

Dedicação ao Território e à Gestão da Bacia

  • Gilberto Otta
  • Irene Cândida Mandira Coutinho
  • José Rodrigues da Silva
  • Ricardo Cordeiro de Paula
  • Fábio Rodrigo de Oliveira
  • Isadora Le Senechal Parada
  • Taís Cristina Canola
  • Cristina Yumi Nakamura Cabral Salvador
  • Marta Negrão
  • Salvador José Barbosa Júnior
  • Ney Akemaru Ikeda
  • Gilson Nashiro
  • João Vicente Coffani Nunes
  • Rafael França Guimarães de Paula

Um reconhecimento à atuação direta, contínua e comprometida com o desenvolvimento sustentável da bacia hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul.

UM SÍMBOLO PARA O FUTURO

Como gesto simbólico de encerramento, foi realizado o plantio de um Ipê Amarelo (Handroanthus chrysotrichus), representando o compromisso com as próximas gerações e a continuidade das ações voltadas à conservação dos recursos naturais.

O momento reforça a compreensão de que a gestão das águas está diretamente conectada ao cuidado com o território, com a biodiversidade e com as pessoas que nele vivem.

UM LEGADO EM CONSTRUÇÃO

Ao completar 30 anos, o Comitê de Bacias Hidrográficas do Ribeira de Iguape e Litoral Sul reafirma seu papel como um dos principais espaços de governança participativa do Estado de São Paulo, promovendo o diálogo entre diferentes setores e fortalecendo a gestão integrada dos recursos hídricos. A cerimônia realizada em Registro não apenas celebrou uma trajetória consolidada, mas também projetou o futuro — um futuro que seguirá sendo construído coletivamente, com base no pertencimento territorial, na valorização das comunidades e na responsabilidade compartilhada pela água.